20/12/10

Primeiro fomos na confraternizacao de final de ano do trabalho da mae da Carol.

Mais ou menos umas 25 pessoas, na maioria brasileiros, sentados num restaurante com comida e bebida liberadas.

Quanto mais cerveja/vinho/sangria mais alto ficava o tom de voz das pessoas. Eh muito facil perceber quem sao os brasileiros em uma festa, nos somos sempre os mais barulhentos, atirados, disputando sempre pra ver quem eh o centro das atencoes. Tem que amar os brasileiros.

Conversa vai, conversa vem e uma mulher da qual eu nao lembro nem o nome comeca a nos contar sobre quando ela foi no rio de janeiro visitar uma prima e acabou indo de saia pra um baile funk na rocinha, foi mais ou menos assim:

-So sei que do nada, todo mundo comecou a se esfregar e a se rocar e tava todo mundo suado e aquela coisa toda.

- E rocaram em voce??

- Rocar??? Eu nunca tive tantos orgasmos quanto naquela noite!!!!

Quanto mais ela falava mais dificil era pra disfarcar as nossas caras de choque/medo/constrangimento/caralho-quem-eh-essa-mule?. Nao tivemos coragem de perguntar se rolou sexo de verdade ou os orgasmos todos foram so com a rocacao, ate porque o namorado dela estava do lado dela na mesa, mas de qualquer forma, tem certas historias que vc nao deve dividir com os coleguinhas que voce acabou de conhecer, principalmente uma historia tao suja como essa.

Depois partimos pro bar em que a Carol trabalha so pra ela visitar as amigas e mostrar os novos peitos recem comprados. Pra quem ainda nao sabe a Carol trabalha de bartender em um bar de striper e eu tava super empolgado pra entrar la. O lugar nao era muito grande e em sua maioria ocupado pelo bar onde as stripers dancavam enquanto as amigas da Carol serviam as bebidas. Teve uma hora que uma das putas veio falar com a Carol e logo em seguida ela vira pra mim manda um “Hi” e depois bota um dos peitos pra fora, eu comeco a rir, puxo 1 dolar da minha carteira e enfio dentro do sutia dela.

Meia hora depois e estamos a caminho de new york. Chegamos em um rua com duas boates gays, um da lado da outra. Tinha uma terceira, mas essa so reparamos depois. Uma era dez dolares a outra era de graca. Entramos na que era de graca. Lindos pra tudo quanto era lado, pegamos duas cervejas e ja no bar 3 caras deram mole pra mim, incluindo o batender. Eu comeco a me sentir um maximo e sempre que isso acontece eu faco algo mega retardado.

Dito e feito. Eu falo pra Carol pra catarmos um banheiro, a gente passa pelobar e pelo DJ e nenhum sinal do banheiro. Nos entao atravessamos a pista de danca e quando eu estou indo passar pra outra pate da boate um cara para na minha frente e a gente comeca meio que naquela danca de saber quem vai pra que lado e 20 segundos depois eu percebo que cara na verdade sou eu e que a outra parte da boate na verdade eh um espelho gigante.

“Nao acredito que eu fiz isso!!!” Eu falo pra Carol, que quando entendeu o que tinha se passado, ela primeiro achou que eu estava dancando sensualmente no espelho, comeca a rir mega alto e descontroladamente e eu comeco a passar mal de rir tambem. Nao acho que ninguem tenha percebido o que se passou mas todos eles estavam olhando pra gente em razao dos risos descontrolados. Nao posso nem por a culpa no alcool nem dizer que essa foi a primeira vez que isso me aconteceu e certeza que nao sera a ultima.
Bebemos as cervejas, fingimos gostar de musica eletronica, fingimos nao ter medo dos garotos que estavam dancando estilo vogue e saimos pra fumar um cigarro e do lado de fora decidimos ir pra boate do lado, “The Cock” com um galo em neon rosa na fachada. Nem um pouco chamativo.

Na entreda conseguimos drinks de graca porque somos brasileiros e todo mundo nos ama. O lugar era extremamente apertado, escuro e lotado. A primeira cena que vimos foi o gogo-boy dancando em cima do bar com o pau de fora e o cara dando uma lambida na piroca dele. Assim. E geral a volta dele encarando numa boa, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Seguimos pro bar pra pegar os drinks gratis e mesmo gogo boy pega a minha e coloca no pau dele e depois faz a Carol colocar a mao no pau dele tb, e era enorme. E eu fiquei mega sem-graca/com tesao. As bebidas estavam uma merda, mas resolvemos ficar la mais um tempo. Faltava so meia hora pra tudo fechar mesmo. Em NY tudo fecha as 4h da manha.

Duas passadas de mao em mim depois e nos vamos embora. Na saida um cara nos aborda oferecendo convites pra uma festa after a dez dolares. “All you can drink, all you can suck” ele ficava repetindo sem parar e a foto no convite era de uma mulher com as pernas arraganhadas. Decidimos passar essa oportunidade pra uma proxima visita e seguimos pro trem.

Andar pelas ruas de New York relembrando os momentos engracados e olhando os lindos da um outro sentido a sua vida.

Pegamos o trem e um ruivo lindo para bem do nosso lado, eu tiro o som do meu celular e faco a carol tirar uma foto dele.
- Amigo, voce tirou o som mesmo ne?
- Tirei amiga, pode confiar.
- Entao ta.

CLICK

Na hora eu fiquei branco, eu tirei o som mas esqueci de salvar a configuracao e fez um barulho enorme e a Carol me olhou com vontade de me matar e a gente comecou a passar mal de rir. Mais uma vez, milagrosamente, ninguem percebeu. Minha barriga e minha cara doiam de tanto rir. E pra piorar a situacao eu esqueci de salvar a foto e a Carol teve que tirar outra, mas dessa vez foi sem som, nao ficou tao boa quanto a primeira mas pelo menos ta ai:



Agora eu vou pra um funk aqui em Newark que segundo a Carol eh uma das nights mais divertidas daqui. Veremos.

10/12/10

Rio de Janeiro – Miami

Cheguei no aviao e fui colocado junto com um grupo de adolescentes super felizes que estavam indo fazer um programa de work and travel expirience nos EUA, pensei em puxar conversa e estragar o sonho de todos dizendo que eles na verdade vao trabalhar feito loucos e quase nao vao poder sair e que no final da viagem todo mundo ia se odiar, mas resolvi deixar eles descobrirem sozinhos.
Quando estavamos aterricando eu ouco a aeromoca batendo e gritando na porta do banheiro, mandando a pessoa sair logo e sai de dentro um velinho super confuso e assustado e enquanto o aviao passava por turbulencias ele tentava chegar no lugar dele e foi hilario pensar que ele provavelmente tava todo cagado e que a merda devia estar indo de uma lado pro outro dentro das calcas dele.
A imigracao foi meio punk, eu fiquei nervoso e senti que o cara nao tava acreditando na minha historia, certeza que ele so me deixou passar porque os descedentes dele tb deviam ter entrado ilegal no pais.
Fiquei quase 7 horas no aeroporto de Miami experando o meu voo pra NY. Dormi, comi, li os livros que levei, dormi de novo, comi de novo e embarquei.

Miami – NY
O voo pra NY foi tranquilo, sentei do lado de um brasileiro que tambem tava indo fazer intercambio de work and travel, conversamos um pouco, contei das minhas experiencias e tal.
A Carol foi me receber na area de bagagens e foi lindo!!! Em menos de 15 minutos concluimos que eramos extrema ma-influencia um pro outro e meus melhores amigos sao os que sao ma-influencia pra mim. Amor-a-primeira-conversa-sobre-putaria.

New Jersey

Cheguei em casa(ja me considero de casa) e conheci a mae da Carol, conversamos um pouco e eu fui dormir pra depois sairmos.
Agora vem a parte que voces estavam esperando.

A Carol ligou pra uma amiga dela e fomos os 3 pra um bar chamado Hell`s Kitchen, ja no carro a amiga da Carol conta que ela tinha dado um passa-fora no chefe dela com o qual ela transou uma vez e que nao ia rolar de novo porque as coisas estavam ficando serias com o namorado dela, do qual ela me mostrou fotos sem camisa and the guy it’s hot!!!. Ja adorei.

Chegamos no bar e comecamos com uma cerveja dessas de cones de 5 litros, mas sem aquela piroca de gelo no meio, que serve pra manter a bebida gelada mais tempo. Perguntei da piroca de gelo e a Carol disse que em nenhum bar eles colocam pirocas de gelo nas cervejas e que a galera tem que beber correndo antes que fique quente e meo, super dica de negocio introduzir as pirocas de gelo nos bares americanos.

Conheci algumas pessoas, bebi uns shots e quando eu ja tava muito louco a Carol e eu fomos pra casa de um portugues amigo dela pra beber mais e fumar maconha.

Um pouco de maconha, um pouco de bebida e o cara comeca a super se querer pra Carol e eu fiquei mega perdido, sem saber se eu devia virar pro lado e dormir, se eu devia falar pra Carol pra irmos embora ou se eu devia participar da acao, mesmo sendo cedo demais na minha relacao com a Carol pra fazer um sexo a 3, eu nao estava em posicao de negar, afinal ela abriu as portas da casa dela pra mim e ambos tinham me pago varias bebidas alem da maconha.

Deixei a Carol decidir e ela decidiu por casa. Pegamos nossas coisas e voltamos. Fiquei meia-hora deitado e levantei correndo pra ir vomitar. Vomitei tudo, limpei tudo, tomei um pouco de coca, voltei pra cama e quinze minutos depois levantei correndo pra vomitar de novo.

Mal cheguei na casa dos outros e vomitei duas vezes. No dia seguinte eu pedi desculpas a Carol e ela disse que nem viu vomito nenhum e que tava de boa. Nao tem como nao amar.

Sei que nao eh a putaria toda que voces estavam querendo e acredite, eu tb quero, mas infelizmente ainda nao rolou. Mas calma, eu so estou aqui a 3 dias.

Hoje a Carol foi colocar silicone e ela vai ter que ficar de cama por uma semana, mas depois disse she is ready to go e ai, com a graca de Deus, a minha vida vai se tornar a putaria que todos nos queremos que ela seja.

15/10/10

SEXTA-FEIRA.

A gente bebe umas duas cervejas, fuma um beck, eu queimo meu nariz, “eu continuo queimando tudo até a ultima ponta” feelings, e a gente parte pro bar. Bebe, bebe, bebe. Eu começar a tentar flertar com qualquer um que tenha um passaporte e depois seguimos pra boate nova que abriu no centro.

Eu digo que o meu nome é Ighor de Orleans e Bragança, o cara da entrada ri e eu olho sério e digo que odeio quando as pessoas acham que eu to mentindo o meu sobrenome.

A gente entra e fica no primeiro andar dançando e interagindo com a lésbica cantora. Bar gls do Centro da Cidade sem lésbica cantora, não é bar gls do Centro da Cidade. Eu grito coisas como “Toca Rau” ou “toca Luan Santanna” e sei lá mais o que, até que enche o saco e a gente vai ver o que ta rolando nos outros andares da boate.

Nós vamos pro segundo andar com mais cerveja e Red Bull e a galera dá nota cinco pro gogo boy. Depois a gente sobe pro terceiro andar, que era tipo um terraçozinho pra galera fumar e socializar e eu começar a gritar “Deus odeia os homossexuais” e “Vocês vão todos pro inferno” e “Homem com outro homem é errado e Deus castiga” e todos me olham com uma cara assustada, enquanto meus amigos se acabam de rir.

A gente bebe mais, minha amiga arruma confusão com um viado qualquer que lança a melhor da noite “vamos parar de brigar, você é bonita, nós podíamos ser amigos”. Quer dizer, se ela fosse feia foda-se, ele ia discutir sem problemas. Parabéns pela futilidade.

Voltamos pra pista do segundo andar e eu começo a pegar um cara que era igual ao Cazwell, e depois de estabelecer o recorde de agarração na parede, ele vai embora pra casa e eu vou com meus amigos tentar invadir o Sal y Pimenta, que é um bar de karaokê/boate, mas eles não nos deixavam entrar porque já era umas 8:00 da manhã, mas como eu tava morrendo de vontade de cantar em um karaokê, eu subo num degrauzinho e começo a cantar pro pessoal da rua, a mesma música que a sapatão(sempre elas) lá dentro tava cantando e achamos melhor ir embora antes que o segurança batesse na gente.


DOMINGO.
Mais um combo de cerveja e beck e eu queimo o meu nariz mais uma vez.

Chegamos no TV Bar por volta das 21:00, sendo que a galera estava nos esperando desde as 20:30. A festa é uma tal de “Dublaoke” em que o DJ fica só colocando clips e de vez em quando alguém vai lá e pede pra dublar uma música.

Eu bebo mais umas duas ou três cervejas e repito o meu número da noite anterior de ficar pregando que Deus odeia os homossexuais, que é extremamente divertido porque 1) Geral te olha assustado, 2) ninguém vai querer te confrontar porque né? Gays não saem na mão e 3) se alguém resolver tretar você diz “Tô de brinks cara, Deus gosta de todo mundo. Mesmo aqueles que curtem dar o cu”. É sério, tentem da próxima vez que vocês forem a uma boate gay. Diversão garantida.

Bom, depois de assistir umas performances meia boca, eu resolvo ir mostrar pra galera como se faz. Eu peço “Don’t rain on my parade” da Barbra Streissend, o DJ diz que só tem a de Glee e eu quase choro de alegria.

Eu subo no palco na hora certa em que a Rachel sai de trás das cortinas, eu faço todos os passinhos que eu consegui lembrar e mais alguns de improvisados com a ajuda do álcool, eu desço do palquinho e flerto com a galera em volta e eu sou OVACIONADO.

Sério, a galera pirou. O DJ teve ate que fazer uma pequena pausa entre uma música e outra pra poder esperar os aplausos terminarem e depois veio a chuva de elogios do tipo “Nossa você foi demais”, “Excelente apresentação, humilhou”, “Você foi muito bom, volta semana que vem por favor, esse bar precisa de apresentações como a sua” e “Sua boca parece ser deliciosa”, esse ultimo eu não acho que tenha sido relacionado a minha performance, mas é elogio e eu to aceitando.

E como eu sou uma pessoa de classe, dez minutos depois da apresentação eu tava mandando um chão chão chão e pegando um cara que já tinha bem 40 anos (sugar daddy feelings).

No dia seguinte eu descubro que a minha performance foi propriamente filmada, pena que a menina pegou só da metade pro final, mas da pra ver toda a minha desenvoltura e alcoolismo bem como todos os aplausos. Então pega a sua pipoca, aperta o play e prepare-se para fortes EMOÇÕES:


01/10/10

Quebrando tudo no casamento dos grã fino tudo.

Pois bem, que a Sr. Herdeira de Uma Construtora ia unir seu patrimônio com Sr. Investidor da Bolsa de Ações numa mega cerimônia, daquelas que só o gasto dos convites pagaria as suas contas de 03 meses e ainda sobrava um troco bom.
Desespero por causa do presente – vestido – maquiagem – cabelo – sapato – bolsa pra combinar. Nessa brincadeira, acabei gastando mais do que pretendia gastar no meu próprio casamento! (Uma boa hora pra agradecer ao Mr. Visa e seus parcelamentos).
Chegado o casamento, eu e meus amigos destoávamos do resto dos convidados. Não adianta, quem é rico tem cara de rico, e quem é classe média tem cara de wanna be rico.
Na festa o abismo era visível. Mas visível mesmo, por que a mesa destinada a nós ficava destacada das demais. Senti que Sr. Investidor estava com uma leve vergonha do seu passado classe média, mas enfim, estávamos lá, e isso que importava.
Eu e meus amigos fizemos um pacto de NÃO nos embebedarmos, como faríamos em qualquer festa com bebida grátis. Mas nos comportaríamos muito bem na frente dos ricaços.
Mas essa era uma missão impossível. Não tinha comida.
Okay, não tinha comida de classe média. Era tal de tarte de não sei o quê pra cá, brie com damasco pra lá... Onde estavam todas as bolinhas de queijo, os kibes, as coxinhas???
A gente tava literalmente bebendo pra matar a fome!!!
Depois de quase duas horas um garçom se dirigiu a nós: “Pané de Frango”.
Uma luz no fim do túnel. “Me diga ai seu garçom, no que consiste o Pane de Frango?”
Eis a resposta que queríamos ouvir: “Olha, lá na minha terra, isso é coxinha de galinha. Mas aqui no casamentos dos bacana, é Pane”.
Rolaram uns vivas, e algumas pessoas chegaram a chorar.
Tocado pelo nosso desespero, ele deixou a bandeja na nossa mesa, já que ninguém conseguia enxergar lá mesmo.
Dignidade encerrada, nenhuma das Sr. Gold Diggers, minhas amigas, ia arrumar algum bacana naquele estado (uma chegou a cair de bunda na pista, na frente da Avó Matriarca), eis que uma amiga começa a se agarrar com um amigo.
Okay, nada demais, se não fosse eu que tivesse que relembrar ela desse fato no dia seguinte!
Mas o melhor da noite ainda estava por vir.
Um amigo do grupo que eu costumava pegar veio me abordar com a seguinte questão: Paola, o Fulano quer levar a Fulana no motel, mas tá sem grana... (nesse momento eu pensei que ia rolar uma vaquinha pra ele poder levar ela) E daí ele sugeriu que fôssemos naquelas suítes do VIP’s que é dupla.
- PERAE, a gente quem, minha gente?????
- Ele e ela num andar, eu e você no outro.
- Você não pode simplesmente emprestar o dinheiro pra ele?
- Ele acha que ela vai se sentir mais inclinada se você estiver no andar de baixo.
Ele tava quase falando que nem queria fazer sexo comigo, era só pra ajudar os amigos...
A verdade é que eu estava com fome. E sexo no VIP’s é sexo no VIP’s. Pedi um minuto pra conversar com a Fulana, mas na verdade eu queria ver se meu modelador (aquela cinta pra segurar a pança, sabe?) cabia na minha bolsinha.
Chamei Fulana, contei das intenções, ela ficou ressabiada, mas se juntou nessa comigo pela comida.
Aconteceu que as porras dos modeladores não cabiam nas porras das bolsinhas (hahaha, vocês estão achando que só eu uso modeladores?).
Eu sugeri que jogássemos nossos modeladores no lixo, mas minha amiga ficou com vergonha.
Sem comida, sem sexo, sem nadar na piscina do VIP’s, dei por encerrada minha ida aquele casamento e parti pra um Mc Donald’s.

Resumo da história: você pode tirar o menino da classe média, mas não tira os amigos da classe média.

24/09/10

QUEBRANDO TUDO COM O COLÍRIO CAPRICHO

Vou te dizer, desde que o Ighor me promoveu a escritora oficial do blog minha vida noturna foi morro a baixo. Como se fosse uma praga.
E eu, que adoro causar numa festinha, caí numa depressão por que tudo que eu conseguia nas festinhas era beber umas cervejas, pegar o peguete de sempre, e isso aí.
Até que sexta, eu decidi que isso iria mudar! Estava em minhas mãos todo o Poder da Galhofa! Sendo assim, pintei a ponta do meu cabelo de rosa, comprei um short novo, coloquei meu nome no lista amiga, arrumei uma bolsa que cabia a minha mini absolut e juntei os amigue pra sair no sábado.
Eu já estava feliz com a minha sexta, onde eu conheci uma menina que é cantora de musical e depois de algum álcool confessou que quando ela goza for real ela faz um barulho como se fosse um aquecimento vocal “Mumumumu”!
O cabelo rosa já trazia novos ventos.
Pois sábado, lá fui pro quintal da minha casa, Pista 3. Tomei umas vodkas, umas cervejas, depois umas tequilas e voltei pra umas vodkas. Afinal, eu tinha uma meta: uma night digna do Galhofas.
Entre um álcool e outro, meu amigo Henrique encontrou uma amiga dele, Thatá, que tratou de se juntar a gente.
Thatá estava super afim de um carinha, e queria mto ficar com ele. Todo mundo empenhado em arrumar o carinha pra ela. (menos eu, emprenhada em arrumar um carinha pra MIM).
Uma hora Thatá resolveu sentar um pouco. Na hora que ela sai de cena, o tal carinha entra. Vem dançar perto da gente.
E não é que o carinha era uma GRAÇA! Tipo um Colírio Capricho (leiam os posts antigos, eu adoro um pirra).
Me encontrei numa encruzilhada ética e moral. Meu amor eterno e verdadeiro pelo Colírio Capricho VS. Minha amizade de infância com Thatá???
Nesse momento, como se lesse meus pensamentos, Colírio Capricho sorriu pra mim. A decisão estava tomada.
Com o álcool nas idéias, cheguei no menino. Tipo, menino mesmo. 18 aninhos!
EighFUCKINGteen!
Ele não fumava, não bebia, e aparentemente não fazia sexo, por que não sabia onde colocar as mãos.
Eu tava até curtindo ficar ali beijando ele, mas né, eu gosto tanto de beijar quanto eu gosto de respirar. E Colírio Capricho queria ir pro Guinness de beijo mais longo...
Assim, despachei ele, com sentimento de trabalho cumprido, e uma nova meta. Pelo menos acima de 20!

22/09/10

Boobieissues e atores de "Malhação"

Então, a convite do Ponto I posto aqui o niver da Whore Mor (WM).

Começou na casa do WM para uns drinks. A golada de Absolut me lembrou que eu não tinha jantado. Ótimo, assim economizo com bebida. Já no metrô ficamos de olho na vodka e RedBull de 2 playboys genéricos, mas ficamos com medo de pedir, até porque para um gay e uma bi apanharem na Zona Sul, não custa nada.

Em Ipanema encontramos a Twisp e a Sofia num bar. Tinha uma garota que era a cara da Gwineth Paltrow em “O amor é Cego” que tava muito a fim da Twisp, mas ela resolveu ignorar, total entendo, ela não tava sob o feitiço.

Fomos para a fila meio altos e me senti na Nickelodeon. Encontrei Hanna Montana, Jonas Brothers e enfim, qualquer piada cretina de adolescente que você queira. Beleza, já fui muito em ULC, mas pô, na Dama de Ferro era muita sacanagem só ter menor de idade.

De qualquer forma WM achou maneira a camisa de uma gordita pré-púbere que estava escrita Beatles, e o amigo biba dela se intrometeu na conversa e começou a falar dos peitos dela. Eu mandei logo “ih, eles nem são grandes, são normais, pára de show” e começou uma discussão sobre os peitos da futura Ihaveboobiesissues.

Entramos e começamos os trabalhos com cerveja e tequilas, e para a salvação da noite encontramos a Karen, que combinou de nos fornecer cerveja o resto da noite se não contássemos para ninguém.

WM queria fumar então fomos para fora e conhecemos um casal super generoso, que dava cigarros para essas crianças carentes que frequantavam a night. Nem fudendo eu daria um, mas enfim, não vou julgar o cara só porque a Kei$ha se aproveitava da ingenuidade dele.

Com o álcool liberado, música bombando, dito e feito: não sei descrever muito bem a noite. Vi umas fotos que ajudaram a lembrar, WM e eu apertamos os peitos da I’llhaveboobiesissuesdefinitavemente – não sei porquê, mas apertamos e ACHO que ela não gostou. Acabou que eu peguei o tal casal – ok, me aproveitei muito mais da senhorita, que pareceu também não se importar em deixar o cara de fora, no melhor estilo “mô, me busca às 6". Também meio que briguei com um ator de Malhação – não faço idéia qual, mas foi do nada e só lembro de ter dito “ih, você não sofre preconceito por ser de Malhação? Então me deixa em paz para pegar a mulé” e por fim ajudei a desfazer um casal lésbico ao dar amassos com uma no segundo andar enquanto a outra saiu do primeiro e descobriu tudo.

Ah, a última foto me lembrou que de manhã, quando estávamos indo embora, WM tentou se jogar na praia, tal qual uma oferenda, mas foi resgatado a tempo.

09/09/10

Cervejas, pirulitos, calcinhas e Truculência Crew

Domingo de “Dobradinha” na Fosfobox.

Primeiro umas cervejas no bar ao lado, uma tentativa de flertada com o gringo (que nem era bonito, mas ele não precisa ser bonito porque ele é gringo) sentado na mesa da frente e partimos pra fila, Camila, Nathália, que é de Curitiba e tava no Rio pro feriado, Kauan e eu.

Estávamos no inicio da fila, mas resolvemos ir pro final pra ficarmos com a Marisa e as amigas dela. Pegamos mais cerveja e eu deixo a garrafa escorregar e ela se espatifa no chão molhando geral que tava a minha volta. Eu peço desculpas a todos, compro mais uma cerveja, penso em oferecer pra galera que eu molhei, mas sei lá, já tinha perdido meia garrafa de cerveja sendo desastrado, não queria perder mais meia garrafa sendo educado...

Entramos e a Nathália e eu fomos logo comprar duas promoções de caipirinha, sendo que as caipirinhas da fosfo são forte pra caralho e meio copo já o suficiente pra me deixar bêbado.

Bebe, dança, fuma, vai ao banheiro, reencontra amigos, eu faço amizade com umas garotas de cabelo volumoso, faço um chão-chão-chão com a Marisa dançando em cima de mim, uns gays dão em cima da Nathália, oferecem um pirulito e ela, ignorando o que papai e mamãe sempre disse sobre não aceitar doces de estranhos, vai logo aceitando (que isso não se repita, hein guria?!?! Imagina se era um pirulito drogado e depois a gente acorda pelados numa banheira cheia de gelo e sem um rim?? not cool).

Daí a Nathália, eu e o pirulito, vamos ao banheiro e eu faço amizade com um garoto que eu não sabia se só estava muito bêbado ou se tava me dando mole. Descemos os quatro pra pista e pessoas aleatórias me pedem uma chupada do meu pirulito. Eu passo perto das garotas de cabelo volumoso e o pirulito meio que gruda no cabelo de uma delas e como eu tava bêbado eu simplesmente lavei o pirulito na caipirinha e tava como novo.

Ficamos Nathália, garoto desconhecido talvezbebado/talvezgay/talvezosdois dançando e revezando pirulito e caipirinha e eu resolvo que quero pegar ele, mas ai a Nathália vai, passa a perna nimim, e pega o garoto. Quer dizer, a piranha sai lá de Curitiba pra vir furar meu olho na Fosfobox!!!!!

Mas até que ela foi legal e tentou forçar ele a ficar comigo, mas ele meio que não era gay, digo “meio” porque acho que se eu tivesse forçado um pouco mais a barra eu teria pego, mas sei lá, não gosto de molestar as pessoas, não me incomodo de ser molestado, mas não gosto de molestar. Vai entender? Fora que o garoto era bem legal e eu queria ser amigo dele e eu fiquei com pena quando a Nathália dispensou o coitado. Muito sem coração essa menina.

E ai veio o melhor da noite, o show ao vivo da galera do Truculência Crew, que é uma banda de, como eles mesmos definem, alternativo/funk/hardcore. O show foi foda demais!!! Eu me acabei de dançar e mais pro final do show uma menina tirou a calcinha e ficou rodando no ar, eu pensei em me unir a ela e tirar a minha cueca, mas ia dar trabalho demais porque eu tava de calça jeans e teria que ir ate o banheiro e voltar e ai já teria perdido a espontaneidade da coisa. Nó próximo show já vou com uma cueca extra no bolso pra não ficar de fora.